quinta-feira, março 31, 2016

Jamaica, Tokyo e Europa ainda não tocaram a Última Valsa

Os donos das discotecas Jamaica, Tokyo e Europa, em risco de fechar no Cais do Sodré, decidiram penhorar o edifício onde estes espaços se encontram para exigir negociações com os proprietários.
No início do mês de Março, os arrendatários do Jamaica e Tokyo e do Europa divulgaram a denúncia dos seus contratos de arrendamento, feita pelos senhorios, que venderam o edifício a uma imobiliária, que, por sua vez, o vendeu a um grupo hoteleiro francês. Tal medida obriga a que, até meados de Abril, os inquilinos deixem o prédio onde se encontram, na Rua Nova do Carvalho, para ali ser construído mais um hotel. Para o lugar do Tokyo e do Europa está projectado um spa com piscina e balneários.

O dono da histórica discoteca Jamaica - onde o disc-jockey Mário Dias mandava as pessoas para casa ao som de The Last Waltz, por The Bandrevelou  que o Tribunal Judicial de Lisboa decidiu favoravelmente ao pedido de indemnização feito por este arrendatário contra os senhorios, no valor de 200 mil euros. Em causa está a derrocada que ocorreu há cinco anos, que obrigou ao encerramento da discoteca por quatro meses.
Fotos Beco das Barrelas


domingo, março 27, 2016

DIA MUNDIAL DO TEATRO: Lisboa tem teatros há 25 séculos

 O Museu do Teatro Romano, situado no Pátio do Aljube, exibe estruturas arqueológicas, que remontam ao século IV a. C. e contam a história do teatro em Lisboa.
Constituindo um dos cinco núcleos do Museu de Lisboa, o Museu do teatro Romano está equipado de passadiços metálicos dispostos em vários níveis, bem como dotado de legendas explicativas das várias ruínas, o que torna possível avaliar de perto os vestígios da ocupação humana do local, contando a história do teatro em Lisboa.

Hoje, Lisboa dispõe - ou disporá - de 50 salas de teatro, recenseadas pela CML. A saber: 

Academia Dramática Familiar 1º de Novembro, Café - Teatro Santiago Alquimista, Casa Conveniente, Chapitô, Cine-Teatro da Encarnação, Clube Estefânia, Comuna Teatro de Pesquisa, Espaço Eclipse, Espaço Negócio, Espaço Ribeira, Estrela Hall - The Lisbon Players, Estúdio Mário Viegas, Gabinete Curiosidades Karnart, Gota TeatroOficina, Maria Matos Teatro Municipal, Mini-teatro da Calçada, Palco Oriental, Sala-Estúdio Os Papa-Léguas, São Luiz Teatro Municipal, Sociedade de Instrução Guilherme Coussoul, Teatro Aberto, Teatro Armando Cortez, Teatro Belém Clube, 

Teatro Bocage, Teatro Camões, Teatro Casa da Comédia, Teatro Cinearte, Teatro da Cornucópia, Teatro da Garagem, Teatro da Luz / Teatro Dom Luiz Filipe, Teatro da Politécnica, Teatro da Trindade, Teatro da Voz, Teatro de Carnide, Teatro do Bairro, Teatro Ibérico, Teatro Lanterna Mágica, Teatro Maria Vitória, Teatro Meridional, Teatro Mundial, Teatro Nacional de São Carlos, Teatro Nacional Dona Maria II, Teatro Politeama, Teatro Praga, Teatro São Francisco de Assis, Teatro Taborda, Teatro Thalia, Teatro Tivoli BBVA, Teatro Turim, Teatro Villaret.
Mas a cidade tem uma mágoa constante na memória de cada sala de teatro encerrada para sempre, ou de cada espaço entregue ao marasmo ou ao oportunismo.

O teatro esteve sempre aqui e permanecerá para sempre. 
E agora, nestes últimos cinquenta ou setenta anos, ele é particularmente necessário.

Da mensagem do director teatral Anatoli Vassiliev para o Dia Mundial do Teatro 2016.   

sábado, março 19, 2016

Em dois anos Lisboa perdeu dez esquadras de Polícia

A Polícia de Segurança Pública encerrou dez esquadras em Lisboa, ao longo dos últimos dois anos, no âmbito do que é designado por "processo de racionalização ainda em curso (PRAC)", segundo a direcção nacional da força da PSP.
Das seis esquadras que estavam para abrir, apenas uma abriu efectivamente, na Rua da Palma. 

No área do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP foram encerradas esquadras em locais como a rua Gomes Freire, Rossio, Boavista, Belavista, Santa Marta, Mouraria, Alto do Lumiar, Santa Apolónia, Chelas (Zona J) e Quinta da Cabrinha (Alcântara).
A esquadra da Quinta da Cabrinha é agora a sede das equipas de intervenção e fiscalização policial, a de Chelas (zona J) mantém-se aberta como posto de atendimento permanente, enquanto a esquadra de Santa Apolónia funciona como posto de atendimento ao turismo.
A Divisão de Trânsito foi deslocada para a esquadra do Alto do Lumiar, que também funciona como esquadra de atendimento permanente.
A proposta de reorganização, elaborada pelo Governo e pela PSP e aprovada em reunião de Câmara de Lisboa, em Maio de 2014, previa o encerramento de 14 esquadras: Rossio, Mouraria, Santa Marta, Rato, Arroios, Zona I (Chelas), Chelas (Zona J), Bairro da Horta Nova, Bairro Padre Cruz, Carnide, Calvário, Quinta do Cabrinha, Campolide e Serafina.

Nove destas esquadras mantêm-se actualmente em funcionamento: Rato, Arroios, Calvário, Zona I (Chelas), Campolide, Serafina, Bairro da Horta Nova, Bairro Padre Cruz e Carnide.
Além de cinco esquadras da lista inicial fecharem portas -- Rossio, Mouraria, Santa Marta, Chelas (zona J) e Quinta da Cabrinha -, as outras cinco que foram encerradas não constavam da proposta: rua Gomes Freire, Boavista,
Belavista, Alto do Lumiar e Santa Apolónia.

O plano de reorganização contemplava ainda a abertura de outras seis esquadras em Lisboa: na Baixa Pombalina, no Palácio da Folgosa, na estação do Metropolitano do Marquês de Pombal, em Campolide, no Lispólis (Lumiar) e em Alcântara.

Contudo, destas, a única esquadra aberta foi a do Palácio da Folgosa, na rua da Palma.
Fotos Beco das Barrelas

quinta-feira, março 17, 2016

Carris faz agulha para a CML

O Governo está a negociar a anulação da subconcessão da gestão da Carris e do Metropolitano de Lisboa ao grupo mexicano ADO-Avanza. Os mexicanos concorreram à concessão dos transportes de Lisboa com o objectivo der estabelecer na capital portuguesa a alavanca para uma posição de liderança na área da mobilidade urbana da Europa.
Mas o poder político de Portugal mudou a meio do processo e António Costa – que foi presidente da Câmara de Lisboa – lidera agora um governo que decidiu meter travões da fúria de privatizações e concessões do executivo anterior.
O cenário em que o Governo de António Costa está a trabalhar admite que a propriedade da Carris passe para o domínio do município da capital, aspiração antiga da autarquia.
O actual Governo português assentou num acordo entre PS, Bloco de Esquerda e PCP. O programa do acordo pressupunha o reforço das competências das autarquias locais na área dos transportes, o que implicaria a anulação de concessões e privatizações dos transportes colectivos de Lisboa e Porto que estavam em curso.
“O objectivo é claramente aproximar as empresas de transporte rodoviário dos municípios”, afirmou recentemente o secretário de Estado dos Transportes.
Fotos Beco das Barrelas 

segunda-feira, março 14, 2016

15 novos hotéis em Lisboa. E para o ano há mais


RR Hotel
Os recordes de dormidas em Portugal têm vindo a ser verdadeiramente pulverizados. E Portugal responde com a abertura de mais hotéis, a grande maioria de 4 e 5 estrelas. Mas a palavra saturação já começa a aparecer no vocabulário do negócio, enquanto os projectos para novas unidades não param de ser apresentados e aprovados.

O turismo em Portugal está em alta, muito alta, e em Lisboa está altíssimo. Este ano, Portugal vai inaugurar 29 novos hotéis, 15 dos quais são em Lisboa. E para o ano que vem, só em Lisboa, está prevista a abertura de mais 13 unidades hoteleiras. Que as conjunturas se mantenham favoráveis a este boom da hotelaria, isso já não depende só de Portugal e dos portugueses, de Lisboa e dos lisboetas.

DN Hotel 
Das unidades previstas para 2016 destaca-se o Hoti Aeroporto, com 180 quartos, o maior hotel que vai abrir este ano em Lisboa. Para 2017, entre muitos outros, está já marcada a transformação do edifício Braz&Braz num hotel de quatro estrelas, com 120 quartos; e do Convento de Santa Joana, na Rua de Santa Marta, numa unidade hoteleira de cinco estrelas com 150 quartos.


As maiores novidades urbanísticas vão no entanto para as transformações em unidades hoteleiras de luxo das instalações de duas das mais tradicionais instalações de órgãos de comunicação social: o Diário de Notícias, na Avenida da Liberdade, ao Marquês de Pombal, e a Rádio Renascença, na Rua Capelo, ao Chiado. A RR mudar-se-á para a Quinta do Pastor entre, na Buraca, dando lugar no Chiado a um hotel de charme com 94 quartos; o DN está previsto que se mude para as Torres de Lisboa, juntando todas as redacções e serviços do grupo empresarial que detém os títulos do DN, JN, TSF, O Jogo. 

terça-feira, fevereiro 23, 2016

Lisboa mantém-se em alta na qualidade de vida

Lisboa continua a fazer parte da lista das cidades com melhor qualidade de vida, numa lista de 230 cidades. No entanto, a capital portuguesa desceu um lugar na tabela, contrariando a tendência de melhoria dos últimos anos. 
Lisboa surge classificada em 42º lugar da tabela, descendo um lugar relativamente ao ano anterior. Apesar da tendência de subida que se tinha vindo a verificar, a capital portuguesa posiciona-se acima de cidades como Nova Iorque e Tóquio (ambas em 44º).


sábado, janeiro 30, 2016

Santana Lopes quer edifício da Maternidade Alfredo da Costa

O Tribunal Central Administrativo do Sul decidiu que a Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, «não vai fechar portas e mudar-se para a Estefânia», pelo menos até que o futuro Hospital de Lisboa Oriental seja construído e esteja pronto a funcionar.
O pedido foi entregue por populares, que têm tentado travar o encerramento.

A transferência antecipada de uma das maiores maternidades do País foi determinada pelo anterior ministro da Saúde, Paulo Macedo, e pelos ex-responsáveis do Centro Hospitalar de Lisboa Central, com o argumento de «já não reunir condições para continuar a prestar cuidados de qualidade à população» e «pela necessidade de racionalizar a oferta quando nascem cada vez menos crianças».
O Tribunal Central Administrativo Sul declarou extinta a acção relativa ao encerramento da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) e à transferência dos serviços para o Hospital D. Estefânia, também em Lisboa, segundo decisão judicial hoje divulgada.
A decisão baseia-se no facto de o actual ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e os novos gestores do centro hospitalar, presidido pela até agora coordenadora do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, Ana Escoval, não terem dado resposta a um requerimento para apurar as suas intenções.
A Maternidade Alfredo da Costa não vai encerrar, portanto, para já.
O novo Ministério da Saúde não vai contestar a decisão do Tribunal. Diz que está em sintonia com as intenções políticas do Governo. 

Santana Lopes quer o edifício da Maternidade
O ex-primeiro-ministro, ex-presidente das Câmaras da Figueira da Foz e de Lisboa, ex-líder do PSD e ex-presidente do Sporting, que actualmente faz de Provedor da Santa Casa da Misericórdia, disse em entrevista à Lusa que quer o edifício da Maternidade para a Santa Casa instalar uma "Academia de Saúde". 
Lopes acrescentou que não pode esperar indefinidamente que se resolva "todo este imbróglio" em torno da Maternidade Alfredo da Costa pelo que vai imaginando alternativas, entre as quais o Hospital Pulido Valente. 

Leia Também:
Sua Excelência, a Maternidade Alfredo da Costa

sexta-feira, novembro 27, 2015

Chorai guitarras: Morreu Beatriz da Conceição

A fadista Beatriz da Conceição, que recebeu em 2008 o Prémio Amália Rodrigues de Carreira, morreu esta quinta-feira, 27 de Novembro de 2015, no Hospital de S. José, em Lisboa.

Interprete excepcional do fado – ninguém cantou como ela o poema “Meu corpo”, de José Carlos Ary dos Santos, Beatriz da Conceição era natural da cidade do Porto – onde nasceu a 21 de Agosto de 1939 - mas em foi em Lisboa, naturalmente, que descobriu e começou a cantar o fado.
Beatriz, que era costureira no Porto, veio a Lisboa, com um grupo de outras mais raparigas, para conhecer o fado, E conheceu-o no retiro de Márcia Condessa, na Praça da Alegria, paredes meias com o Hot Clube de Portugal. Beatriz da Conceição cantou ao longo da sua carreira em casas de fado como A Viela, Adega Machado, Adega Mesquita, Taverna do Embuçado, O Faia, Parreirinha de Alfama, Painel do Fado, Mesa dos Frades e no Senhor Vinho.

A fadista participou no projecto europeu de divulgação do fado "Lágrimas de Lisboa". Paul van Nevel, o maestro belga que dirigiu a iniciativa, escreveu que Beatriz da Conceição se exprimia com "força contida", e que a sua interpretação era "de uma tal tristeza emotiva, que conseguia imprimir poesia mesmo aos silêncios entre as palavras e versos".
"Na sua voz, os versos de João Dias ('Ovelha negra'), Artur Ribeiro ('Eu nasci amanhã'), Ary dos Santos ('Meu corpo') ou Pedro Homem de Mello ('Porque é que adeus me disseste') ganham alma e uma dimensão maior", segundo a biografia editada em 2008 pela Fundação Amália Rodrigues, quando, em 2008, recebeu o Prémio carreira.
SILÊNCIO: VAI CANTAR BEATRIZ DA CONCEIÇÃO 
Muito se escreveu e muitos escreveram sobre Beatriz da Conceição. Mas nenhum texto revela tanto sobre a fadista como ela própria diz de si na entrevista que deu a Anabela Mota Ribeiro para o Público, em 2012, e que continua acessível no blogue da entrevistadora. 
Leia mas leia mesmo e até ao fim: um grande documento! 
Beatriz da Conceição a Anabela Mota Ribeiro: 

terça-feira, novembro 03, 2015

Feira Popular em Carnide com Metro à porta

Não foi para a Belavista, nem para Monsanto, nem para o Oriente.

A nova Feira Popular de Lisboa vai para Carnide. 


A nova Feira Popular de Lisboa vai ficar instalada na freguesia de Carnide. O anúncio oficial foi feito pelo presidente da Câmara de Lisboa, que adiantou que o novo equipamento “não vai ser só um local de divertimento”, na medida em que surgirá integrado num “grande parque verde” com 20 hectares.  
De acordo com Fernando Medina, “a terceira casa da Feira Popular”, depois de Palhavã e Entrecampos, será “na zona imediatamente contígua à estação de Metro da Pontinha”, uma zona com “acesso directo ao Metro” e no “cruzamento das principais vias viárias da cidade”.

 “O regresso da Feira Popular é um sonho de muitos e muitos lisboetas”, frisou o autarca, acrescentando que “dentro de poucas semanas” o município irá promover “uma sessão pública” para apresentar a sua proposta e também para lançar “uma ampla campanha de recolha de contributos”, por forma a que ele “responda às aspirações mais profundas da cidade de Lisboa”.  
Carnide sucede a Palhavã (1943 - 1956) e Entrecampos (1961 - 2003), na localização da Feira. A Feira Popular de Lisboa fechou portas a 28 de Março de 2003, tendo o então presidente da Câmara, Santana Lopes, anunciado que tencionava criar um novo parque de diversões, mais moderno. Foram precisos 12 anos e outro presidente para decidir voltar a dotar Lisboa da sua Feira Popular.

Ver também:
Onde? Na Feira Popular. Quando? Desde 2003

Que galo!!!

Foi difícil e muito demorada a remoção de uma viatura particular, estacionada em cima da calha do carro eléctrico, em Santos. Para já era hora do almoço e o pessoal dos reboques tem horários e pausas como todo o pessoal. De maneira que juntaram-se eléctricos em espera, alguns com pacientes passageiros lá dentro, sem mais nada que fazer a não ser ... esperar. 
Segundo problema: para que o reboque se metesse entre o primeiro carro e a viatura a rebocar, alguns eléctricos conseguiram recuar um pouco. 
Mas o primeiro "amarelo" não pegou. De maneira que.... que teve que ser ele próprio rebocado. 

Por fim, a pequena viatura que causou todo este sarilho lá foi levada pela PSP. A fila de eléctricos parados era já de 8 carros!  
Quem almoçava nas esplanadas de Santos teve variedades à hora do almoço. 


Texto Beco das Barrelas
Fotos Rita Lello 

sexta-feira, outubro 30, 2015

3.564.041 turistas visitam Lisboa em 2015

Lisboa cresceu 4,9% relativamente aos dados de 2014 no número de visitantes estrangeiros que passaram pela capital portuguesa entre Janeiro e Maio, e projeção para o resto do ano, segundo dados do Global Destinations Cities Index, da Mastercard.
Este ano, 3.564.041 visitantes internacionais vão passar por Lisboa em 2015, contra 3.397.255 no ano passado. 

A despesa realizada pelos estrangeiros em Lisboa diminuiu 0,3%, tendo o gasto por visitante baixado de 541 dólares (490,9 euros) para 515 (cerca de 467,3 euros).
Comparando o número de visitantes internacionais previstos para este ano com os de 2009 verifica-se um aumento na procura da cidade de Lisboa na ordem dos 8,3%, ainda que a receita tenha uma quebra de 4%.


Fotos Beco das Barrelas 

domingo, outubro 04, 2015

A História passa por nós no Rossio


Esta Praça, quando se chamava Rocio foi espaço de feiras e mercados. Era de terra batida mas isso foi uns séculos depois de ser navegável. Ah pois, foi navegável antes do século XII e chamava-se Valverde, nome de um afluente do Tejo. Mais tarde vieram os edifícios e um dos de maior nomeada foi o Hospital de Todos os Santos, do tempo de D. João II, Príncipe Perfeito do século XV. De resto, era mais conventos. O de São Domingos de Lisboa vinha do século XIII mas apanhou dois terramotos – 1531 e 1755 - e foi reedificado no século XIX.
A Praça, ou Rossio, também era de palácios. No Palácio dos Estaus, nas traseiras do Rossio, D. Sebastião recebeu do cardeal D. Henrique o governo do Reino. De onde saiu agora uma esquadra da PSP foi em tempos a Intendência da Polícia. No século XIX, o Rossio era de touradas, festivais, feiras, paradas militares, festas e revoluções. A memória mais negra é a dos autos-de-fé da Inquisição e das execuções capitais.

Na segunda metade do século XIX foi construído no Rossio o Teatro D. Maria II e inaugurada a estátua de D. Pedro IV. O Rossio tem o nome do rei e não se confirma que a estátua seja de Maximiliano do México. D. João VI mandou erguer na Praça um monumento à Constituição de 1820. Dois anos depois, porém, o mesmo monarca a mandou arrasar, após o regresso do absolutismo. Não se pense que virar a casaca é defeito de fabrico da República e da Democracia.
O café Nicola que hoje conhecemos no Rossio tem fachada do século XX. O Nicola original fechou em 1834. Era o poiso habitual de Manuel Maria Barbosa du Bocage e quantos poemas rimam com Nicola! Era grande a concorrência entre Nicola, Brasileira do Rossio, Café Suisso (com dois esses), Café Martinho, Café Chave de Ouro. Este ficou na História por uma frase do General sem Medo: «Obviamente, demito-o».




Quanta História 
quantas histórias 
passam por nós no Rossio. 
E para que o seu fique com seu dono, 
a frase “Passa por mim no Rossio” é um verso de um poema de João Villaret, intitulado Recado a Lisboa:





Lisboa, querida mãezinha
Com o teu xaile traçado
Recebe esta carta minha
Que te leva o meu recado

Que Deus te ajude Lisboa
A cumprir esta mensagem
De um português que está longe
E que anda sempre em viagem

Vai dizer adeus à Graça
Que é tão bela, que é tão boa
Vai por mim beijar a Estrela
E abraçar a Madragoa

E mesmo que esteja frio
E os barcos fiquem no rio
Parados sem navegar
Passa por mim no Rossio

 E leva-lhe o meu olhar

                                                                                João Villaret dizia, 
muitos cantaram,                                                                 Ana Sofia Varela,  
João Braga,
Beatriz da Conceição

Texto e fotos 
Beco das Barrelas


terça-feira, julho 28, 2015

Lisboa vai ter novas regras para os tuk tuks

Tuk
O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, em entrevista ao jornal Público, anunciou que “a partir de 1 de Janeiro de 2016 todos os tuk tuks têm de ser elétricos” (…) e já a partir de Setembro, os tuk tuks só poderão circular entre as 9h e as 22h. Vão ainda ser definidas áreas de estacionamento e áreas de recolha e largada de passageiros. O autarca disse que estas alterações têm como objetivo este equilíbrio entre os tuk tuks e a vida da cidade”.
Fernando Medina falou ainda sobre a devolução da Feira Popular aos lisboetas, frisando que "não deve ser um parque de diversões Disney," mas sim algo que as pessoas têm no imaginário e querem "mostrar aos seus filhos".
Tuks

“Já temos selecionada a primeira área onde aceitaremos construção para um nova renda acessível. Queremos fazer disto a experiência-piloto do modelo que temos em mente”, revelou o autarca de Lisboa.

sábado, julho 25, 2015

Do Panteão a Belém: ‘Minibus’ gratuito liga espaços culturais

Um ‘minibus' vai fazer dois percursos com passagens por vários museus de Lisboa a partir de 1 de Agosto, de terça-feira a domingo e de forma gratuita.

Os dois percursos passam por "espaços culturais como o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, o Museu Nacional de Arqueologia, o Museu Nacional dos Coches (antigo e novo), o Panteão Nacional e o Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado, entre outros". Estes percursos surgem no âmbito de um protocolo entre a direcção-geral do Património Cultural e uma marca de refrigerantes.

segunda-feira, julho 20, 2015

TAP: Imagem de um Povo

Há um momento da exposição “TAP Portugal: Imagem de Um Povo” em que o visitante se sente necessariamente assaltado por um misto de perplexidade e indignação: é quando um cartaz anuncia: “Nas rotas do Mundo, a presença da TAP prestigia Portugal”. Porque a exposição acontece no preciso momento em que o Governo acabou de vender a TAP, companhia de bandeira, construída à “imagem de um povo”, e a exposição reconstitui essa identidade que se foi criando entre um povo, um país e uma empresa nacional. A TAP, e a exposição, seguiu e segue o curso dessa identificação. Em tempos, um cartaz de promoção da TAP e das suas carreiras africanas, apresentou a História de Portugal, e em particular das descobertas marítimas, como credencial: “Voe com os descobridores: os nossos capitães têm 500 anos de viagens de e para África”.
Vale a pena ver a exposição, e vê-la demoradamente e em pormenor. É como visitar os mais velhos da família, como frequentar a memória.

Tapeçaria de Maria Keil, 1968,
para a delegação da TAP em Copenhaga
Outra perplexidade é a constatação desta política económica que, onde põe a mão, estraga. Houve um tempo em que a TAP transportava mais comodamente os seus passageiros, porque cada avião tinha lotação à medida da comodidade dos passageiros e não para transportar sardinhas em lata; em que os passageiros pagavam viagens mais baratas; em que havia mais pessoal a bordo, do que resultava serviço mais atento e melhor; em que as refeições tinham a marca de qualidade da cozinha, dos vinhos, dos queijos portugueses, e não consistiam numa carcaça descongelada, uma bebida e um café ou chá porque não pessoal para fazer segunda volta; hoje, que se perdeu toda essa qualidade, que se paga muito mais por um serviço muito pior, que os aviões transportam passageiros como gado e cobram tarifas desmesuradas, com muito menos gastos de pessoal… as companhias aéreas – e nomeadamente a TAP – estão sempre na iminência de fechar, de despedir, de cortar qualidade ao serviço.

Não foi há muito tempo que tudo isto era diferente e era melhor. E é lamentável que a aviação comercial voe para trás no respeito pelos passageiros que sustentam as companhias.
A exposição do Museu de Museu do Design e da Moda, em Lisboa, é um bom serviço à memória dos portugueses, sobre cuja identidade levantou voo a Companhia Aérea Nacional, vendida sem respeito pelo povo, pela bandeira, pela história e até mesmo pela economia.
  
 Exposição “TAP Portugal: Imagem de Um Povo - Identidade e Design da Companhia Aérea Nacional (1945-2015)”, inaugurada no MUDE / Museu do Design e da Moda, em Lisboa, onde vai ficar até 25 de Outubro.

Como o título da exposição deixa antever, “TAP Portugal: Imagem de Um Povo - Identidade e Design da Companhia Aérea Nacional (1945--2015)” pode ser lida de duas maneiras. "As peças em exposição traduzem o contributo do design para a consciencialização coletiva da TAP como símbolo nacional e para a identificação dos portugueses com a (sua) companhia de bandeira, assim como o modo como concorreu para a construção e disseminação da imagem de um povo e do seu país além-fronteiras durante os últimos 70 anos", escreve a diretora do MUDE, Bárbara Coutinho, sobre a exposição, cuja curadoria assume.

terça-feira, julho 14, 2015

Lisboa anuncia túneis contra as cheias

A Câmara de Lisboa anunciou que vai construir, até 2019, túneis entre Santa Apolónia e Monsanto e entre Chelas e o Beato para combater as inundações na cidade, num investimento de 170 milhões de euros.
Na apresentação do Plano Geral de Drenagem de Lisboa 2016-2030, o presidente da autarquia, Fernando Medina, classificou este como o "projecto mais importante e estruturante das últimas décadas para o futuro de Lisboa", que visa "combater as inundações na cidade e combater as consequências das cheias e das inundações na vida das famílias e das empresas" que aqui operam.
Das infraestruturas previstas, por um período de 15 anos, a maior é o túnel entre Santa Apolónia, Santa Marta e Monsanto, com um diâmetro de cinco metros e uma extensão de cinco quilómetros.
Este túnel vai desviar os caudais pluviais do caneiro de Alcântara e os caudais das bacias das avenidas da Liberdade, Duque de Loulé e Almirante Reis, evitando inundações na baixa pombalina.
Trata-se, assim, de "uma grande barreira [...], que desvia da zona baixa da cidade uma parte importante dos caudais de água que são os responsáveis pelas inundações mais severas", assinalou Fernando Medina.
O outro túnel ligará Chelas ao Beato e terá uma extensão de mil metros. Em complemento, serão realizadas obras de desconexão de colectores na zona baixa de Xabregas. Será ainda feito um colector de reforço entre as avenidas de Berlim e Infante D. Henrique, com um diâmetro de 2,5 metros.
De acordo com a Câmara de Lisboa, as obras nos túneis serão iniciadas em meados de 2016, para estarem concluídas no final de 2019. Já o colector de reforço começará a ser construído no início de 2017, devendo estar pronto em meados de 2018.

Além destas, serão feitas outras intervenções, como o reforço de colectores, a separação e controlo de caudais e a criação de reservas de armazenamento.

sábado, julho 11, 2015

Há fome em Santos e Tascas no Cais (Sodré)

Revolucionário ou oportunista? Louco ou visionário? Em estado de profunda carência física, social e psicológica o Homem não vê mais saída que tomar o destino nas próprias mãos. Actor  ou Personagem, Advogado ou Criminoso, Algoz ou Vítima, Herói ou Traste, Corajoso ou Desesperado? Após o brutal assassinato de um homem cujo império criminoso ajudou a construir, o Homem confessa perante um público, que acredita ser o seu Juiz, o crime que acabou de cometer. Apoiada no descrédito das instituições e filha da apregoada falência das ideologias nasce e alastra-se a perigosa revolta de um canalha falhado que se vê excluído do sistema que ajudou a criar.

Excertos da vida de um esfomeado

n'A BARRACA

Ficha Artística e Técnica

Texto: Pedro Mota
Encenação, adaptação e concepção plástica: Rita Lello
Selecção musical: Miguel Martins
Interpretação: Ruben Garcia
Apoio: Mariana Norton
Sonoplastia: Ricardo Santos
Iluminação e construção da máquina de cena: Paulo Vargues e Fernando Belo
Cenografia: Ricardo Nogueira
Fotografias: MEF - Movimento de Expressão Fotográfica
M/12


Informações e Reservas
Tel: 213965360 | 213965275 | 913341683 | 968792495 
MAIS INFORMAÇÃO AQUI 

Há tascas no Cais (Sodré)
Picadinho de carapau?
Chamuça de atum?
Salada de polvo?
Mini-hambúrguer anchovado no bolo do caco?
Lagartos de porco alentejano?
Iscas de pato?
Vitela barrosã?

Tarte de batata-doce de Aljezur com sumo e raspa de laranja?
E mais meia centena de outras opções?
Pode ser!
De 10 a 19 de Julho há Tascas no Cais, iniciativa que coloca os petiscos na rota gastronómica dos lisboetas e dos visitantes da capital.
A segunda edição do evento acontece nos Jardins Móveis, no final do recuperado Passeio da Ribeira das Naus, e conta com a participação de quatro restaurantes: Can The Can, Cantina LX, Tasca de Três e a Taberna da Rua das Flores. Estes restaurantes estarão em funcionamento contínuo, propondo iguarias entre os três e os 12 euros.
A bebida fica a cargo das cervejas artesanais que patrocinam a iniciativa: Imperial Stout, Cascade Blond Lager, Munich Dunkel e Bavaria Weiss.
Nos dias da semana a entrada das 12h00 às 17h00 é gratuita. Depois das 17h00, o custo de entrada é de três euros com oferta de uma cerveja.
Horários:
Dia 9 – das 18h00 às 24h00
Dia 10 a 18 – das 12h às 24h
Dia 19 – das 12h00 às 16h00.