Cidade com poético fadário
Cabe toda num verso do Cesário
E alguma em ironias do Pessoa…”
E bem podemos acrescentar, aos poetas do poema de Vasco Graça Moura, a Lisboa de Alberto de Oliveira: “São mil os panoramas da Cidade, Surge um novo mirante em cada monte…”
A Lisboa, de Gomes Leal: “A Cidade é formosa e esbelta de manhã!
- É mais alegre então, mais límpida, mais sã…”
Acordar da Rua do Ouro, Acordar do Rossio, às portas dos cafés, Acordar…”
Acordar na Lisboa sob névoa, de Fiama Hasse Pais Brandão: “Na névoa, a cidade, ébria oscila, tomba…”
Ou na Lisboa de Matilde Rosa Araújo: “Nesta cidade que da mansidão faz escadas
Sono corredio nos telhados…”
“Para cada gaivota há um do O’Neill
Para cada paixão um do David
E há Pedro Homem de Mello que divide
Entre Alfama e Cabanas seu perfil.
E há também o Ary e muitos mais
Entre eles o Camões e o Tolentino
Ou tomando por fado o seu destino
Ou dando do seu riso alguns sinais...”
Fotos de Francisco João (direitos reservados)
Ainda que não houvesse os poetas de Lisboa, o poema já estaria escrito, pois Lisboa, por si só, já encerra toda a poesia do mundo. Tem um verso a cada esquina, uma rima solta que vai e vem pelas escadinhas ... Lisboa é o poema que não se lê, que não se declama. É o poema que se vê, que se sente.
ResponderEliminarGostei muito deste post.