terça-feira, junho 13, 2017

Marcha de Alfama: a vencedora do costume

A Marcha de Alfama foi a vencedora das Marchas Populares de Lisboa de 2017. Em segundo lugar ficou o Bairro Alto e em terceiro a Madragoa.
Vencedores por categorias
Melhor coreografia: Madragoa. Melhor cenografia: Carnide. Melhor figurino: Alfama. Melhor letra: Bica. Musicalidade:
Alfama. Melhor composição original: Piratas on the rock, Bela Flor – Campolide. Melhor desfile da Avenida: Bairro Alto.

A 85.ª edição das Marchas Populares de Lisboa contou com a participação 20 marchas. Além das marchas a concurso, na Avenida da Liberdade desfilaram os 32 noivos de Santo António e as três marchas extracompetição: Infantil "A Voz do Operário", Mercados e, pela primeira vez, Santa Casa. Como convidadas participaram as marchas da Associação do Bairro dos Anjos (Leiria), da Rua do Cabide de Quarteira (Quarteira) e da Associação Folclórica Cultural e Recreativa Verde Gaio de Lordosa (Viseu).
Alfama relançou o tema que foi o da Marcha de 1950: “Não toquem na minha Alfama”, letra de Amadeu do Vale, música de Raul Ferrão:
Oh minha Alfama
Que tens sido baluarte
Do velho Tejo
Que anda sempre a namorar-te
O meu balão
Cheio de luz quando passa
Vai na marcha a dar a dar
Parece até que o mar lhe deu aquela graça.

Alfama venceu em 2017 pelo segundo ano consecutivo. Nos últimos 14 anos, Alfama venceu 10 vezes, uma das quais, em 2009, ex aequo com o Castelo. Desde 2011, apenas o Alto do Pina, por três vezes, duas das quais consecutivas (2011 e 2012), beliscou a hegemonia do Bairro e da Marcha de Alfama. Nas três vitórias do Alto do Pina, Alfama ficou em segundo lugar. 

quinta-feira, abril 20, 2017

Engraxo na Baixa


O engraxador engraxa na Baixa! E os "camones" fotografam e desenham esta raridade portuguesa, esta precariedade, esta por caridade.
Do outro lado dos Restauradores - em frente do Éden que também já fechou - engraxava o Belarmino, Belarmino Fragoso, campeão com jeito que a vida levou ao tapete. 
E o poeta O'Neill também faz por cá muita falta.
"O senhor engenheiro hoje não engraxa? Engraxo na Baixa".
Foto Teresa Rouxinol


domingo, fevereiro 19, 2017

Com perto de 100 anos, Pavilhão reabre como novo

O Pavilhão Carlos Lopes, no Parque Eduardo VII, em Lisboa, foi reabilitado e reinaugurado, 14 anos após ter encerrado por falta de condições de segurança. Os trabalhos de requalificação prolongaram-se ao longo de um ano e custaram oito milhões de euros.
Com capacidade para receber 2.000 pessoas, o Pavilhão será usado para iniciativas culturais, desportivas e outras.
Criado na década de 1920, o pavilhão fechou em 2003.
Conhecido como “Palácio Andante”, começou por ser o Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional do Rio de Janeiro de 1922. 



No início dos anos 30 foi reconstruído no local onde se encontra, no âmbito do plano de construção do Parque Eduardo VII. Em 1932 foi reinaugurado por ocasião da Exposição Industrial Portuguesa. Como Pavilhão dos Desportos foi também palco do campeonatos mundiais de Hóquei em Patins de 1947. Em 1981 foi palco da exposição do 60º aniversário do PCP. Na mesma década recebeu o nome do campeão olímpico Carlos Lopes. No palco do Pavilhão actuaram artistas como Pete Seeger e Paco de Lucia. 
 Chegaram a ser faladas alternativas para o espaço, como a criação de um museu do desporto ou um centro de congressos, mas nenhuma avançou. A Câmara de Lisboa encarregou a Associação Turismo de Lisboa de reabilitar o Pavilhão dos Desportos, cedendo o espaço à Associação por 50 anos.

sábado, fevereiro 18, 2017

O Tejo é mais belo


O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, //
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia //
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
O Tejo tem grande navios // E navega nele ainda,//
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,//
A memória das naus.
Alberto Caeiro - O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
in O Guardador de Rebanhos

 Foto Beco das Barrelas

terça-feira, fevereiro 14, 2017

14 de Fevereiro: Namorados de Lisboa

Dançar ao som e ritmo do coração no coreto do Jardim da Estrela
Foto Beco das Barrelas

A audácia dos panos das velas...


Ter a audácia ao vento dos panos das velas!
Ser, como as gáveas altas, o assobio dos ventos!
A velha guitarra do Fado dos mares cheios de perigos,
Canção para os navegadores ouvirem e não repetirem! 

Álvaro de Campos, Ode Marítima
Foto Beco das Barrelas 

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Sim, tu és um barco... e outro barco



Torre de Belém (...) Quase flutuas, sim, tu és um barco. // E, á ponte de comando, // 
eu sinto-me um rei súbito cismando// no branco dos velames,
// na solidão das quilhas e dos mastros (..)

João Rui de Sousa, Lisboa com seus poetas

E outro barco
Fotos Beco das Barrelas 

sábado, fevereiro 11, 2017

Macio Tejo ancestral


Ó Céu azul - o mesmo da minha infância - // 
Eterna verdade vazia e perfeita! // Ó macio Tejo ancestral e mudo
// Pequena verdade onde o céu se reflecte! 

Álvaro de Campo, Lisbon revisited (1923)
Foto Beco das Barrelas 

sexta-feira, fevereiro 10, 2017

Foz do Tejo, um País


É uma nação única de memórias do mar, // que não responde senão em nós.
// Glórias, misérias, // que guardámos por detrás do olhar lírico
// e da língua, a silabar dentro da boca. //
Nunca chamámos o mar nem ele nos chama //
mas está-nos no palato como estigma.

Fiama Hasse Pais Brandão - Foz do Tejo, um País
Foto Beco das Barrelas