sexta-feira, dezembro 09, 2016

PEQUENA ODE A UM CARRO ELÉCTRICO

Colectivo sarcófago ambulante,
conduzes centos de almas, dia a dia
(ó morte desleal de cada instante!),
para a conquista pávida, incessante,
do envenenado pão do dia-a-dia.

Por isso te ergo a símbolo quase eterno,
ó provisória barca do Inferno!


David Mourão-Ferreira
(in Tempestade de Verão)
Fotos Beco das Barrelas, 
Carreira do eléctrico 28 

quinta-feira, dezembro 01, 2016

Os pássaros nascem na ponta das árvores

Os pássaros nascem na ponta das árvores 

As árvores que eu vejo em vez de fruto dão pássaros 

Os pássaros são o fruto mais vivo das árvores 

Os pássaros começam onde as árvores acabam Os pássaros fazem cantar as árvores 

Ao chegar aos pássaros as árvores engrossam movimentam-se deixam o reino vegetal para passar a pertencer ao reino animal 

Como pássaros poisam as folhas na terra quando o outono desce veladamente sobre os campos 

Gostaria de dizer que os pássaros emanam das árvores mas deixo essa forma de dizer ao romancista é complicada e não se dá bem na poesia não foi ainda isolada da filosofia 
Eu amo as árvores principalmente as que dão pássaros 
Quem é que lá os pendura nos ramos? 
De quem é a mão a inúmera mão? 
Eu passo e muda-se-me o coração.

Ruy Belo

 Fotos Beco das Barrelas, 
árvores dos jardins do Príncipe Real, Gulbenkian, Estrela e Amoreiras

terça-feira, novembro 29, 2016

Caracol da Penha ganha pés para andar

A criação de um jardim no Caracol da Penha e de um pavilhão desportivo na freguesia de Carnide são dois dos projectos vencedores do Orçamento Participativo de Lisboa, que mobilizou mais de 51 mil votos. O jardim do Caracol da Penha foi o projecto mais votado de sempre no Orçamento Participativo de Lisboa.
A cada um destes projectos caberão 500 mil euros, uma vez que se integram na categoria de projectos estruturantes.
O Jardim do Caracol da Penha, freguesias de Penha de França e Arroios, contabilizou 9.477 votos, enquanto a missão pavilhão Carnide teve um total de 8.666 votações.

A Penha de França ganha jardim que lhe falta
no mapa dos espaços verdes de Lisboa
Para o espaço do Caracol da Penha, está prevista a construção de um parque de estacionamento com 86 lugares (em duas plataformas), a cargo da EMEL, mas os moradores da zona entregaram na Assembleia Municipal uma petição com vista a que o espaço seja de fruição. A criação de um jardim no Caracol da Penha foi objecto de uma petição promovida pelo Movimento Pelo Jardim do Caracol da Penha que reuniu mais de 2.600 assinaturas.

... e os navios que levam as mercadorias pelo mar eterno...

O dia é perfeitamente já de horas de trabalho. Começa tudo a movimentar-se, a regularizar-se. Com um grande prazer natural e directo percorro com a alma todas as operações comerciais necessárias a um embarque de mercadorias. A minha época é o carimbo que levam todas as facturas. Porque as facturas e as cartas comerciais são o princípio da história e os navios que levam as mercadorias pelo mar eterno são o fim. 
Álvaro de Campos, Ode Marítima

quarta-feira, novembro 23, 2016

Diário de Notícias despediu-se da Avenida da Liberdade

Com 152 anos de idade, o Diário de Notícias muda-se pela segunda vez: nasceu no Bairro Alto, na rua que ficou com o nome do jornal, mudou-se para a Avenida da Liberdade, paredes meias com o Marquês de Pombal, em 1940, para um prédio construído de raiz que ganhou nesse ano o Prémio Valmor e que ostenta no interior painéis de Almada Negreiros; agora vai para a Torres de Lisboa, juntamente com os outros títulos do grupo Controlinveste. 

1864 – O jornalista e escritor Eduardo Coelho e o industrial tipográfico Tomás Quintino Antunes fundam o Diário de Notícias. 

1919 – O Diário de Notícias é vendido à empresa de moagens Companhia Industrial de Portugal e Colónias. Assume a direcção do jornal Augusto de Castro, jornalista e ex-político monárquico; dirige o DN até 1971.
1940 – O DN muda-se do Bairro Alto para edifício próprio, junto ao Marquês de Pombal; o edifício, que ganha neste mesmo ano o Prémio Valmor, está decorado no interior com painéis de Almada Negreiros.
1971 – Fernando Fragoso substitui Augusto de Castro na direcção do DN.
1974, Junho – O I Governo Provisório nomeia António Ribeiro dos Santos director do DN.
1975 – Assume a direcção do DN o jornalista Luís de Barros, até então redactor do Expresso, tendo como director-adjunto José Saramago.
1975, Novembro – Assumem a direcção do DN Vítor Cunha Rego, director, e Mário Mesquita, adjunto.
1976 – O DN associa-se ao jornal A Capital na Empresa Pública Notícias Capital (EPNC).
1991 – O governo de Cavaco Silva privatiza a EPNC. Os títulos do grupo (DN e JN) são comprados pela Lusomundo pelo equivalente a 42 milhões de euros.
2005 - O Grupo Controlinveste adquire a Lusomundo Serviços, que entretanto havia sido comprada pela PT Multimédia do grupo Portugal Telecom em 2000.
2014 – O empresário angolano António Mosquito Mbakassi compra 27,5 por cento do capital da Controlinveste e associa-se a Joaquim Oliveira, Luis Montez, BES e BCP no grupo que detém, entre outros, os títulos Diário de Notícias, Jornal de Notícias, TSFO Jogo
2016 – O DN muda-se para as Torres de Lisboa, com os restantes títulos da Controlinveste.  

terça-feira, novembro 22, 2016

Vão rareando os navios de vela nos mares!

 Vão rareando os navios de vela nos mares! E eu, que amo a civilização moderna, gostaria de ter outra vez ao pé da minha vista só veleiros e barcos de madeira, de não saber doutra vida marítima que a antiga vida dos mares. Porque os mares antigos são a Distância Absoluta.
Álvaro de Campos / Ode Marítima 
Foto Beco das Barrelas

segunda-feira, novembro 14, 2016

MÁRIO ALBERTO: Artista Único, Cidadão Particular, Imenso Amigo, Saudade Eterna

Por João Paulo Guerra
Lisboa, 2008

A mim, o Mário Alberto contou-me que foi operário cerâmico, empregado de escritório, recauchutador, figurante, bailarino excêntrico, músico gestual. Mas na sua profissão, cenógrafo, e na paixão da sua vida, o teatro, este homem é mesmo um grande senhor.
Há prémios de cenografia a atestá-lo. Mas os prémios dizem menos que a obra que ergueu em mais de cinquenta anos de trabalho para dezenas de grandes e pequenas companhias de teatro, em todo o país. Dos grupos universitários ao teatro de revista, passando por grupos independentes, pelo teatro comercial e até pelo Teatro Nacional.
Para além do teatro fez cenografia para ópera, décors, figurinos e direcção artística para televisão e cinema. Mas é do teatro que mais gosta. Diz que «o teatro até tem cheiro». Trabalhou com todos os grandes nomes do teatro português, sobre textos de todos os grandes dramaturgos. Regularmente expõe a sua pintura.
Pintor, cenógrafo, figurinista, figurante, figura, protagonista, maquinista, artista, talentoso, brilhante, portentoso, competente, singular, original. 
O Mário Alberto travou conhecimento com o teatro na juventude, em Coimbra. E a paixão consumou-se na primeira oportunidade. Quando, ainda jovem, veio para Lisboa, trazia já experiência das peças de teatro de cordel exibidas pela trupe em Coimbra e arredores.
Em Lisboa, empregou-se a recauchutar pneus no Largo do Andaluz e à noite fazia figuração no Teatro Avenida. Depois passou para empregado de escritório numa companhia de navegação na Rua do Alecrim. Até ao dia em que o director da companhia, por mero acaso, assistiu a um espectáculo de teatro e deparou com o seu dactilógrafo em cima das tábuas do palco. No dia seguinte chamou-o e disse-lhe: Tem que escolher: ou esta companhia, que é uma casa séria, ou os fantoches.
Atelier na casa (demolida) do Parque Mayer
Mário Alberto não hesitou. Escolheu os fantoches.
O Mário é assim. Inquieto, alvoroçado, travesso, exigente, insatisfeito, satisfeito, tolerante, franco, entusiasta, fervente, convicto, arrebatado, impulsivo, romântico, feliz, fascinante. Malandro.


domingo, novembro 13, 2016

De volta a Lisboa e ao Tejo e tudo


Eh marinheiros, gageiros! Eh tripulantes, pilotos, navegadores, mareantes, marujos, aventureiros! Eh capitães de navios, homens ao leme e em mastros, homens que dormem em beliches rudes, homens que dormem com o perigo a espreitar pelas vigias, com a morte por travesseiro. Homens que têm tombadilhos, que têm pontes donde olhar a imensidade imensa do mar imenso! Eh manipuladores dos guindastes de carga! Eh amainadores de velas, fogueiros, criados de bordo, homens que metem a carga nos porões, homens que enrolam cabos no convés. Homens do mar actual, homens do mar passado. Fenícios, cartagineses, portugueses atirados de Sagres para a Aventura Indefinida, para o Mar Absoluto, para realizar o Impossível!
Álvaro de Campos, in Ode Marítima
Foto Beco das Barrelas

terça-feira, novembro 08, 2016

Temos ainda uma arma de luz

Temos ainda uma arma de luz

para lutar:
SONHAMOS
(…)
Sim, sonhamos.
E o sonho quem o derrota?
mesmo quando vamos
perdidos na rota
de um barco sem remos
na tempestade de um vulcão…


José Gomes Ferreira 
(1900 - 1985 )

sexta-feira, outubro 28, 2016

Panorâmica Entrecampos 1851



Ao fim da Ruas de Entrecampos e Infante Dom Pedro, junto à linha do comboio, que bela utilização do espaço num local da cidade carregado de história... 

terça-feira, outubro 25, 2016

Boa ideia: OUVER JAZZ no Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva

A ideia é do José Duarte que vai conduzir as sessões para OUVER jazz no 

Auditório do Museu

Arpad Szenes - Vieira da Silva

Praça das Amoreiras, 56

É em Novembro, dias 2, 9, 23 e 30 (quartas-feiras), às 18 horas, por 5 euros 

Desenho de Arpad Szenes. Colecção da FASVS.
E diz a propósito o José Duarte: 

O Jazz como tudo nesta vida precisa de saber ser ouvido. Em 1957 co-fundei com o glorioso resistente Raul Calado o ‘Clube Universitário de Jazz’, associação que a polícia na época fechou. Resistente fui para a Rádio, para falar a quem me queria ouvir com discos e falas.
Há 50 anos comecei com ‘Cinco Minutos de Jazz’, hoje a missão ainda não está cumprida. Em 1956 no programa ‘O jazz, esse desconhecido' da Rádio Universidade já lutava pela aceitação desta arte musical negra norte-americana.

Viva o jazz e quem o apoiar!

quarta-feira, outubro 05, 2016

Paredes com voz

Às portas de Lisboa, na Amadora, a guitarra 
de Carlos Paredes e a voz de Amália. 
Pinturas de Sérgio Odeith
Foto cedida por Teresa Rouxinol

quinta-feira, setembro 29, 2016

Petição quer elevar Calçada Portuguesa a Património Mundial

Vai ser lançada online uma petição, promovida por Fernando Pereira Correia, calceteiro com mais de 40 anos de profissão, no sentido de que a calçada portuguesa seja classificada como património mundial.
A petição foi apresentada pelo seu promotor ao Parlamento, acompanhada por uma exposição que considera a calçada portuguesa um "símbolo nacional de grande valor patrimonial".
O promotor, Fernando Pereira Correia, 53 anos, natural de São João de Tarouca, no distrito de Viseu, revelou que aprendeu o ofício aos 13 anos e decidiu tomar agora esta iniciativa "por amor à calçada portuguesa". 
Depois de frequentar um curso de formação de calceteiros na Câmara Municipal de Tarouca, trabalhou nesta arte como funcionário público, até aos 26 anos, na Câmara Municipal de Loures e a partir dessa idade criou a própria empresa.
O objectivo imediato do promotor será "conseguir 5000 assinaturas para levar a petição ao Parlamento para ser debatida em plenário".

Sobre o estado da calçada portuguesa em Portugal, Fernando Pereira Correia considera que "está a deteriorar-se e a ser negligenciada, basta ver casos como a zona de Belém", onde há grande afluência de turistas.
"As calçadas e passeios desfazem-se, estão abandonadas ou são substituídas por cimento ou betão, em vez da calçada original ser restaurada", criticou.

Por outro lado, "também falta formação de calceteiros, e as autarquias ou o Ministério da Educação deveriam fornecer cursos nesta área".
Fotos Beco das Barrelas 

terça-feira, setembro 06, 2016

Morreu o "Mourinho das Marchas" de Lisboa

Carlos Mendonça, o "Mourinho das Marchas"
Carlos Mendonça, conhecido como o “Mourinho das Marchas” de Lisboa, morreu em Lisboa aos 77 anos, anunciou fonte da família.
José Carlos dos Santos Mendonça, nascido em Lisboa a 28 de Janeiro de 1939, foi um artista português polivalente, que começou pelo teatro e pela dança clássica, mas que se começou a trabalhar como assistente de figurinismo quando se radicou em Londres, em 1964, já depois do cumprimento do serviço militar obrigatório.
Como figurinista, trabalhou para a BBC, a Granada Television, a Euston Films e a Paramount Films.
Alfama 
Regressou a Portugal em 1980, trabalhando como figurinista em programas de televisão, musicais e novelas, entre outros, escrevendo também vários espectáculos musicais. Desenhou também vários cenários e figurinos para teatros, como ABC, 
Variedades e Maria Vitória.
Alto do Pina 
Em 1990, foi convidado a dirigir a Marcha Popular de Alfama, o que fez durante 20 anos, como coreógrafo, figurinista, cenógrafo, letrista e também como músico e compositor.Conhecido por ter um estilo inovador, que inspirou muitos outros ensaiadores, conseguiu 13 primeiros lugares em 20 anos de marchas - 11 por Alfama e 2 pelo Alto de Pina -, assim como diversos prémios de figurinos, artes plásticas e coreografia.

segunda-feira, setembro 05, 2016

Oceanário é destino turístico mais procurado em Lisboa

Destinos turísticos mais procurados na cidade de Lisboa

Oceanário de Lisboa

Mosteiro dos Jerónimos
Museu da Fundação Calouste Gulbenkian
Alfama
Miradouro da Senhora do Monte
Bairro Alto
Praça do Comércio
Torre de Belém
Miradouro São Pedro de Alcântara
Museu Nacional do Azulejo

Arco Triunfal da Rua Augusta
Miradouro da Graça
Castelo de São Jorge
Igreja de São Roque


Estádio da Luz

Jardim Zoológico de Lisboa
Ponte Vasco da Gama
Museu Colecção Berardo
Padrão dos Descobrimentos
Palácio Nacional da Ajuda
Igreja do Carmo
Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva

domingo, julho 31, 2016

Novas intervenções nas paredes de Lisboa



O artista chileno INTI esteve em Lisboa a convite da Underdogs10.

Com o apoio da Galeria de Arte Urbana | GAU, terminou a sua intervenção artística patente na rotunda das Olaias e que o autor explica na respectiva página do Facebook: Última peça de 3 paredes da série intitulada " la madre secular", localizado em Marselha, Paris e Lisboa. Essas três peças são uma representação da Madonna.

E na Rua João do Outeiro/Beco da Guia, na Mouraria, intervenção de Andrea AT

quarta-feira, julho 27, 2016

A Barraca repõe em cena O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS

UM ESPECTÁCULO 
A NÃO PERDER
Este belo e profundo romance de José Saramago convida a uma reflexão dramatúrgica muito entusiasmante.
ESPECTÁCULO REGRESSA A PARTIR DE 9 DE SETEMBRO 

Começa pela invenção do encontro entre Fernando Pessoa já falecido e o heterónimo Ricardo Reis, com casos reais de sexo e paixão, também de ambiente surdo, falso e pesado, e porque fala com humor da relação criador / “obra / figura/personagem”.


Além disso, define como protagonista da obra, o ANO em que a trama se desenvolve.
E que ANO!!??
1936! Alguns dados…Comemoração dos 10 anos do golpe militar de 28 de Maio de 1926 que foi o pontapé de saída para o início do fascismo, especialização da polícia política com o apoio da Gestapo, fundação da Mocidade Portuguesa, Legião Portuguesa e campo de concentração do Tarrafal… Mussolini invade a Etiópia com o silêncio cúmplice das casas Reais Europeias, Hitler intensifica o ataque aos judeus, começo da guerra civil de Espanha…

Nos tempos de hoje, de frágil memória, menoridade cívica e ética, fundamentalismos, militarismos, imperialismo financeiro gerando miséria e horror Universais, renascendo a tenebrosa fénix nazi-fascista, aqui está uma obra que demonstra que as convulsões sociais nunca – infelizmente -, passaram a “coisa” datada e de dispensável interesse arqueológico.
Hélder Mateus da Costa


Ficha Artística e Técnica
Dramaturgia e Encenação
Hélder Mateus da Costa
Elenco
Adérito Lopes  -  Ricardo Reis
Carolina Parreira – Marcenda
João Maria Pinto – Dr. Sampaio / Espanhol Franquista / Ceguinho viola
Ruben Garcia - Fernando Pessoa /Carregador da mala / Irmão de Lídia
Samuel Moura - Salvador
Sérgio Moras – Vítor/ Recrutador/ Saramago
Sónia Barradas - Lídia



Cenografia
A Barraca
Sonoplastia
Ricardo Santos
Iluminação e Vídeo
Paulo Vargues, Fernando Belo
Relações Públicas e Produção
Paula Coelho, Inês Costa
Cartaz/ Design Gráfico
Arnaldo Costeira
Em cena até 31 de Julho
De quinta a sábado às 21h30
Domingo às 17h00
Informações e Reservas:
Tel: 213965360 | 213965275 | 913341683 | 968792495
mail: bilheteira@abarraca.com
Duração aproximada: 1h30

Fundo municipal apoia Lojas com História

Conserveira de Lisboa
Aprovado esta semana em reunião camarária o fundo municipal "Lojas com História" arranca com um montante de 250 mil euros.
O fundo poderá ser usado para comparticipação - até 80% e um máximo de 25 mil euros - para obras de restauro ou para "recuperação de equipamentos ou objectos decorativos identitários da loja". A promoção de iniciativas culturais fica também abrangida, assim como a realização de "estudos e consultoria no
Martinho da Arcada
domínio do marketing".
Em Setembro ou Outubro deverá ser conhecido um novo lote de Lojas com História. 

"Retrozaria" Bijou 
Para já são 63 estabelecimentos, entre os quais:
Pastéis de Belém, restaurante Tavares, Pavilhão Chinês, pastelarias Versalhes, Mexicana e Benard, livraria Ferin, chapelaria Ulisses, retrosaria Bijou, café Nicola, café/restaurante Martinho da Arcada, Conserveira de Lisboa, Primeira Casa das Bandeiras, Drogaria de São Domingos, farmácias Andrade (na Rua do Alecrim) e Barreto (na Rua do Loreto), Hospital de Bonecas.
Fotos Beco das Barrelas 

quinta-feira, junho 30, 2016

Odeon vai ser reconvertido em bloco de apartamentos


O edifício do antigo cinema Odeon - inaugurado em Lisboa em 21 de Setembro de 1927 - vai ser transformado em bloco de 13 apartamentos e área comercial, aproveitando apenas da antiga arquitectura interior a boca de cena e o tecto da antiga sala de espectáculos. 
O Odeon chegou a ser uma sala de cinema com 700 lugares distribuídos por plateia, balcões e camarotes. Encerrou nos anos 90, quando já só exibia filmes pornográficos. E o edifício foi-se deixado degradar-se até que a CML teve que intervir para interditar a circulação no passeio da esquina da Rua do Condes com a das Portas de Santo Antão por risco de iminente derrocada. 
A última "fita" exibida no Odeon foi um jantar elegante para anunciar a reconversão do histórico cinema da baixa de Lisboa num bloco de apartamentos. 
Foto Beco das Barrelas 

sábado, junho 25, 2016

LISBOA abre as suas portas

O chamado Open House Lisboa - evento internacional do qual fazem parte mais de 30 cidades em todo o mundo, incluindo a nossa cidade - acontece este ano nos dias 2 e 3 de Julho. Hipótese para conhecer uma selecção da melhor arquitectura de Lisboa!
O Open House Lisboa é uma iniciativa da Trienal de Arquitectura de Lisboa, organização sem fins lucrativos cuja missão é investigar, dinamizar e promover o pensamento e a prática em arquitectura.
Objectivos: aproximar os cidadãos à arquitectura da cidade; dar a conhecer espaços que habitualmente não estão abertos ao público; organizar visitas gratuitas comentadas pelos autores ou especialistas convidados.
Durante o fim-de-semana do Open House Lisboa todos os espaços do roteiro são de acesso gratuito.
A maioria das visitas não exige reserva antecipada e é feita por ordem de chegada, com vista a facilitar a fluidez das entradas e permitir que um maior número de pessoas tenha acesso aos locais.
Existem três tipos de visita:
Visita Livre — visita ao espaço sem acompanhamento, dentro do horário estipulado;
Visita Acompanhada — visita ao espaço orientada pela equipa de voluntários Open House Lisboa;

Visita Comentada — visita ao espaço comentada pelo autor do projecto de arquitectura ou por um especialista convidado.
Para cada edição, a organização conta com uma entusiasta equipa de voluntários que acolhe os visitantes, fornece um olhar sobre o roteiro, dá sugestões ou faz recomendações adequadas a cada um.
A edição deste ano conta com 73 espaços no roteiro, distribuídos por visitas livres, acompanhadas pelos voluntários e comentadas por profissionais da arquitectura como Nuno Portas e Bartolomeu Costa Cabral.
O Roteiro deste ano do Open House Lisboa inclui:

OCIDENTE
Farol do Bugio; Torre de Controlo Marítimo; Fundação Champalimaud; Espaço Espelho D'Água; CCB - visita aos terraços; Reabilitação em Belém; Jardim Botânico Tropical; Museu Nacional de Etnologia; Palácio Nacional da Ajuda; Garage Films; Palácio Valle Flor; Museu do Oriente; Cemitério dos Prazeres; Casa Fernando Pessoa; Museu da Marioneta;

CENTRO HISTÓRICO
São Luiz Teatro Municipal; Teatro Nacional de São Carlos; Palácio do Loreto; Paços do Concelho; Sede do Banco de Portugal; Arco da Rua Augusta; Lisboa Story Centre; Sede Millennium BCP; Museu de Santo António; Teatro Romano; Memmo Alfama Hotel; Igreja de São Domingos;
CENTRO
Palácio Alverca; Palácio Foz; Sede da CP; Igreja de São Roque; Atelier-Museu Julio Pomar; Reservatório da Patriarcal; Cinema São Jorge; Panóptico do Hospital Miguel Bombarda; Atelier Ventura Trindade; Reservatório da Mãe d'Água; Amoreiras 360° Panoramic View; Aqueduto das Águas Livres; Fundação Calouste Gulbenkian;
NORTE
Teatro Thalia; Centro Ismaili; Estádio da Luz; Escola Sec. Braamcamp Freire; Largo da Luz a Carnide; Escola Sec. de Vergílio Ferreira;

AVENIDAS NOVAS & ALMIRANTE REIS
Pavilhão Branco; Palácio Pimenta; Caleidoscópio; Complexo dos Coruchéus; Estúdio / Loft nos Anjos; Casa Garagem; Hospital do Desterro; Centro de Inovação da Mouraria;

ORIENTE
Mosteiro de São Vicente de Fora; Casa em Alfama; Estação dos Barbadinhos; Convento de Santos-o-Novo; Torres nos Olivais Sul; Atelier Fernanda Fragateiro; Atelier Rodrigo Oliveira; Olivais Sul - Plano Urbano; Igreja de Nossa Sra. da Conceição; Aeroporto de Lisboa.

Informe-se AQUI:

Fotos Beco das Barrelas