Agora que tantos lisboetas andam de nariz no ar por causa dos aviões – e
em certos casos da falta deles - recordamos que Lisboa teve em tempos dois
aeroportos (2), construídos em simultâneo no final dos anos 30 do século
passado: o nosso conhecido Aeroporto da Portela e o Aeroporto
Marítimo de Cabo Ruivo, destinado aos hidroaviões transatlânticos.
A ideia era a complementaridade. Lisboa, cidade mais ocidental da Europa,
receberia os voos transatlânticos do continente americano e distribuiria depois,
a partir da Portela - a 3 km de Cabo Ruivo -, o tráfego para a Europa.
Há quem conte que tudo nasceu de um encontro em Novembro de 1933, entre Charles
Lindbergh e o almirante Gago Coutinho, os conquistadores das travessias do
Atlântico Norte e Sul, e que a Pan American Airways esteve na origem do
empreendimento.
O primeiro voo para o Aeroporto Marítimo de Cabo Ruivo aconteceu em 29 de Junho de 1939; os voos comerciais dos hidroaviões foram desativados após a II
Guerra Mundial.
Fascinante é que há imagens PARA VER AQUI dessa fantástica coabitação entre hidroaviões e
canoas do Tejo.
Agora imaginem quantos romances de espionagem, de acção e de amor poderão ter embarcado e desembarcado em Cabo Ruivo. Será que os passageiros do voo de Casablanca, em 1941, desembarcaram em Lisboa e depois seguiram para a América de hidroavião a partir de Cabo Ruivo? Mas esses, se perdessem a ligação, teriam sempre Paris...
Agora imaginem quantos romances de espionagem, de acção e de amor poderão ter embarcado e desembarcado em Cabo Ruivo. Será que os passageiros do voo de Casablanca, em 1941, desembarcaram em Lisboa e depois seguiram para a América de hidroavião a partir de Cabo Ruivo? Mas esses, se perdessem a ligação, teriam sempre Paris...










