quarta-feira, julho 23, 2014

Arte urbana para levar para casa

A Zest – Books for Life vai lançar no último dia deste mês um álbum fotográfico de Street Art da cidade de Lisboa.
São no essencial pinturas urbanas de 2012 e 2013, num total de 188 murais, reunindo trabalhos de notáveis artistas nacionais e internacionais, de dimensões mínimas e de vasta escala, criadas por diversas gerações de autores, com técnicas e discursos totalmente distintos.
O lançamento está marcado para o dia 31, na LX Factory (Livraria Ler Devagar) –, às 18h 30, com pintura ao vivo por Vanessa Teodoro.
O Beco das Barrelas tem todo o gosto em antecipar a publicação de uma das mais sugestivas pinturas reunidas no volume de Street Art da cidade de Lisboa, da autoria do artista Alexandre Farto Vhils.
O volume inclui o mapa com a localização das 188 pinturas urbanas recenseadas: 
a pintura de  Alexandre Farto Vhils  encontra-se na Travessa das Merceeiras, na antiga freguesia da Sé. 

domingo, julho 13, 2014

Ar livre

Esplanada do Torel
Lisboa, a cidade das belas vistas, tem espaços abertos e esplanadas para viver o lazer ao ar livre.
Toda a cidade convida a estar-se bem, à sombra, gozando a vista, o sol, a sombra, o ar livre. Vistas panorâmicas e pequenos ambientes mais exclusivos, em Lisboa há sempre  ar livre .

Martim Moniz

Está-se bem em Lisboa, ao ar livre. 
É só escolher:

- Ribeira das Naus
- Praça do Comércio
- Padrão dos Descobrimentos
- Docas de Santo Amaro
- Quiosque da Av. da Liberdade
Linha d'Água

- Miradouro de S. Pedro de Alcântara
- Esplanada do Torel
- Esplanada da Graça
- Portas do Sol
- Jardim do Tabaco
- Pátio do Siza
- Praça do Município
- Brasileira e Benard 
- Miradouro de Santa Catarina
Brasileira
- Príncipe Real
- Quiosque do Camões
- Largo do Carmo
- Linha d´Água, Parque Eduardo VII
- Café Lisboa, Largo de São Carlos
- Café no Chiado
- Café Nicola, Rossio
- Pastelaria Suíça, Rossio
Benard
- Rua Nova do Carvalho
- Quiosque da Praça D. Luís
- Cais do Gás, Cais do Sodré
- Mercado da Ribeira
- O das Joanas, Intendente
- Centro Cultural de Belém
- Esplanadas da Alameda dos Oceanos
- etc., etc., etc.
Fotos Beco das Barrelas / D.R. 

sexta-feira, julho 11, 2014

Nova Santa Engrácia na Ribeira das Naus


Foram as infindáveis obras do Metro na Praça do Comércio – com parte da cidade a afundar-se -, as obras infindáveis na própria Praça, as obras no Ministério das Finanças, as obras infindáveis da requalificação da Zona Ribeirinha – no dia da conclusão da primeira fase foi anunciado o arranque da segunda fase -, foi o desvio do trânsito da Ribeira das Naus para a Rua do Arsenal e Bernardino Costa, mais as obras na estátua do próprio D. José e as obras no Arco da Rua Augusta, foi o avanço sobre o rio com criação de um espaço verde e de uma pequena praia…

A zona da Praça do Comércio e respectivas redondezas está em obras há perto de duas décadas. Só a ligação do Metro da Baixa-Chiado a Santa Apolónia – inaugurada em 19 de Dezembro de 2007, pelos sucessivos atrasos na Praça do Comércio -, demorou 11 anos. Foi agora anunciado que o trânsito na Avenida Ribeira das Naus, cortado em Abril, será retomado em Setembro mas com muitas restrições. As obras não acabaram…

Corta o trânsito, desvia o trânsito, interrompe o trânsito, condiciona o trânsito, engarrafa o trânsito… Talvez no final de tudo isto – a haver um final – a Cidade e os lisboetas ganhem com tanta obra, tanta interrupção, tanta demora e tanto atraso. Mas que Lisboa e os lisboetas penaram, lá isso penaram!

Um inquérito da agência Lusa no local, publicado nos jornais, revela que os comerciantes e residentes na zona estão divididos: uns criticam o caos no trânsito na Ribeira das Naus; mas outros acreditam que no final vai ser bom para o turismo.
Texto e fotos Beco das Barrelas / D.R. 

terça-feira, julho 08, 2014

Há Festa no Intendente

Duas ruas correndo paralelas à Avenida Almirante Reis, a dos Anjos, a norte do Largo, a do Benformoso, para sul, duas travessas transversais, a do Cidadão João Gonçalves, a poente, a do Maldonado, a nascente, e aqui vai o Intendente, bairro em festa até 27 de Julho. Às sextas, sábados e domingos, agora é no Largo do Intendente.


Já houve Conexão Lusófona, com António Zambujo, Lura, Paulo de Carvalho, Couple Coffee, Calema, Patche di Rima, Projeto Kaya, Laloran Tasi Timor. Seguem-se os Dead Combo. Mais lá para diante apresenta-se a Orquestra Libertina de Lisboa.
O Intendente é hoje um bairro, entre Arroios e a Mouraria, com vida própria, comércio multicultural – da Loja da Viúva Lamego à mercearia indiana, do vestuário africano à Loja dos Cahpéus -, vida associativa – do Intendarte ao Sport Clube Intendente -, cultura e lazer, restauração – Cova Funda e Oh Nesta Mente - e bares: Bar Securas, Bar Ferro Velho, Josephine Bistrô, Cantinho do Benformoso, Horiginal, Catch Up, Bar Palma, Bar Sarriá, Bar Tominho.
 
Quanto ao programa das festas no Largo do Intendente é como se segue:
11 julho (22h00) Dead Combo
12 julho (23h00) Valete, Halloween
18 julho (22h00) Mandela Day com Carlos Barretto, In Loko Band e convidados Selma Uamusse, Melo D e General D
19 julho (22h00) Orquestra Libertina de Lisboa e convidados JP Simões e Susana Travassos
25 julho (22h00) O Barbeiro do Intendente com Ana Sofia Varela, Anita Guerreiro, Carla Galvão, José Miguel Vitorino, Manuel João Vieira e Tânia Alves

26 julho (22h00) Uma Noite de Verão da Amor Fúria com Asterisco Cardinal Bomba Caveira, Capitães da Areia, Manuel Fúria e os Náufragos, Pedro Lucas.

Texto João Francisco
fotos da Joana Francisca / D. R. 

sexta-feira, julho 04, 2014

Um homem na cidade, no País e no Mundo

Agarro a madrugada
como se fosse uma criança,
uma roseira entrelaçada,
uma videira de esperança.
Tal qual o corpo da cidade
que manhã cedo ensaia a dança
de quem, por força da vontade,
de trabalhar nunca se cansa.
Vou pela rua desta lua
que no meu Tejo acende o cio,
vou por Lisboa, maré nua
que desagua no Rossio.
Eu sou o homem da cidade
que manhã cedo acorda e canta,
e, por amar a liberdade,
com a cidade se levanta.

Vou pela estrada deslumbrada
da lua cheia de Lisboa
até que a lua apaixonada
cresce na vela da canoa.
Sou a gaivota que derrota
tudo o mau tempo no mar alto.
Eu sou o homem que transporta
a maré povo em sobressalto.


E quando agarro a madrugada,
colho a manhã como uma flor
à beira mágoa desfolhada,
um malmequer azul na cor,
o malmequer da liberdade
que bem me quer como ninguém,
o malmequer desta cidade
que me quer bem, que me quer bem.

Nas minhas mãos a madrugada
abriu a flor de Abril também,
a flor sem medo perfumada
com o aroma que o mar tem,
flor de Lisboa bem amada

que mal me quis, que me quer bem!

Poema de José Carlos Ary dos Santos
Música de José Luís Tinoco
Álbum - Um Homem na Cidade

4 de Julho, 17 horas, homenagem a Carlos do Carmo na CML

quinta-feira, julho 03, 2014

Dois anos a blogar por Lisboa

O blogue Beco das Barrelas completou dois anos de publicação. Nascemos em Julho de 2012, na sequência de um passeio por Alfama.

«E se fizéssemos um blogue?» perguntámos a nós próprios, contemplando a série magnífica de vistas que tínhamos recolhido no bairro.

Fizemos um blogue ao qual decidimos chamar Beco das Barrelas, um dos recantos que visitámos naquele dia de Julho, com mais sol e mais calor que este ano.

De então para cá publicámos 326 mensagens, para as quais recebemos mais de 55 mil visualizações e centena e meia de comentários.

Fomos visitados em 52 países de cinco continentes. Os países com mais visitantes foram, por esta ordem: Portugal, Estados Unidos, Brasil, Rússia, Alemanha, França, Espanha, Reino Unido, China e Canadá. Também fomos visitados em Angola, Moçambique, Macau e Timor-Leste. Mas também na Dinamarca, Suécia e Noruega, no México, Panamá, Colômbia, Venezuela, Chile e Argentina, na Tunísia e Suazilândia, em Israel e nos Emirados Árabes Unidos, em Singapura, Paquistão, Índia, Coreia do Sul, Indonésia, Malásia e Japão. E na Austrália.

As mensagens com maior número de visitas foram, por esta ordem, as seguintes:

Burras assadas é no Beco dos Surradores

O Outono do general 

Blimunda encontra Gabriela… em Lisboa

Histórias que os filmes contaram sobre Lisboa

A primeira greve em Portugal foi em Lisboa em 1849...

Há 25 anos ardeu o coração de Lisboa - Fotos de Luís Manuel Vasconcelos

Os navegadores mais utilizados pelos visitantes para visualização do Beco das Barrelas foram: Internet Explorer, Chrome, Firefox e Safari. Os sistemas operativos mais correntes: Windows, Macintosh, Linux, iPad, iPhone, Android.

Ao completar dois anos, prometemos continuar a amar Lisboa e a blogar. Visitem-nos. 

quarta-feira, julho 02, 2014

SOPHIA E LISBOA

Digo:
"Lisboa"
Quando atravesso - vinda do sul - o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do meu nome nascesse
Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas -
Vejo-a melhor porque a digo
Tudo se mostra melhor porque digo
Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência
Porque digo
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata
E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro
Seu conivente sorrir de intriga e máscara
Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata
Lisboa oscilando como uma grande barca
Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência
Digo o nome da cidade
- Digo para ver

Sophia de Mello Breyner Andresen
Fotos Beco das Barrelas / D.R. 


BECO DAS BARRELAS: 
DOIS ANOS NA BLOGOSFERA

Segunda-feira, 2 de Julho de 2012

Olá, cá estamos nós. 

Este é um blogue para quem ama Lisboa.

Vamos encontrar-nos. Aqui. 
Até já!



terça-feira, junho 17, 2014

Mas o Tejo é sempre novo...


No dia 16 de Junho, pelas duas da tarde, quando o Sol ardia em Lisboa, embora não tanto como na véspera, mas mais que no dia seguinte, uma cortina de neblina descia sobre o Tejo toldando o horizonte e remetendo a paisagem mais longe para os domínios do encoberto. 
Talvez fosse simplesmente o augúrio dos dias mais frios e molhados que agora se anunciam; talvez fosse apenas pelo facto de o Tejo ser, com efeito, sempre novo, todos os dias e a todas as horas diferente. 

Texto João Francisco
Foto de Joana Francisca
Beco das Barrelas / D.R. 

segunda-feira, junho 16, 2014

Sai um prato de gastrópodes para a mesa do canto

Os caracóis – cochleolus como lhe chamavam os latinos - são gastrópodes da subordem dos stylommatophora que têm, entre outras, a grande virtude de não fugirem nem darem o alarme. Num livro recente, o escritor chileno Luís Sepúlveda diz mesmo que os caracóis, «para que lentidão e o silêncio não os assustassem, preferiam nem falar disso e aceitavam ser como eram com uma lenta e silenciosa resignação».

De maneira que, pelo facto de transportarem não a casa, como se diz erradamente, mas o esqueleto às costas, se torna possível capturar uma imensa quantidade destes moluscos, cozinhá-los e servi-los à mesa na época respectiva, o Verão.
O caracol é um herbívoro que, antes do tacho, passa por uma dieta de vinho branco e ervas aromáticas, o que o transforma num pitéu apropriado para acompanhar cerveja gelada, a bebida mais eficaz no combate ao calor e à sede estivais, ou vinho branco.
Os franceses cozinham as caracoletas, às quais chamam escargots à bourguignone, mas em Portugal os mais procurados são os caracóis miúdos, os caracóis caracolitos, cozinhados longamente no tacho com azeite, alho, cebola, louro, orégãos, temperados após a cozedura com sal e pimenta. As ervas e temperos em excesso – ou desapropriados, como os caldos de carne – apenas acrescentam mais sal e disfarçam o sabor verdadeiro do pequeno molusco. 

O caracol come-se no sul de Portugal e no norte de África. É um petisco simples e despretensioso que puxa pela bebida e ambos puxam pelo convívio.

Às portas de Lisboa, Loures organiza regularmente a feira do caracol saloio. Em Lisboa, o caracol é petisco comum nos dias de Verão e tem algumas casas especializadas como sejam: Júlio dos Caracóis, uma grande superfície do caracol, em Chelas, Grã Via, no Campo Grande, Adega do Rossio, na Rua 1º de Dezembro, A Tabuense, na Avenida do Brasil, A Palmeira, na Rua do Crucifixo. 
Se tem outras sugestões, deixe-as aqui, clicando ao fundo em sem comentários


Mais comidinhas aqui:

O Mercado senta-se à mesa










sexta-feira, junho 13, 2014

ALFAMA VENCEU 
AS MARCHAS DE 2014


A Marcha de Alfama foi a vencedora da 82ª edição das Marchas Populares de Lisboa 2014. O segundo lugar foi atribuído à Marcha de Alcântara e o terceiro à Marcha do Bairro Alto.
No Desfile das Marchas Populares na Avenida da Liberdade desfilaram este ano 20 Marchas em competição. Desfilaram ainda extra concurso as Marchas dos Mercados e do Parque das Nações, para além da Marcha Infantil da Voz do Operário. O tema deste ano foram os 400 anos da publicação da "Peregrinação" de Fernão Mendes Pinto.
O prémio para Melhor Coreografia e Melhor Figurino coube a Alcântara, enquanto Alfama arrecadou a Melhor Cenografia. O Prémio da Melhor Letra foi atribuído ex-aequo a Alfama, Castelo e Graça. Marvila venceu nas categorias de Melhor Musicalidade e Melhor Composição Original. Alfama ganhou também na categoria de Melhor Desfile da Avenida.
Alfama ganhou o concurso das Marchas de Lisboa pelo segundo ano consecutivo. Nos últimos dez anos, Alfama alcançou oito títulos. Alfama tem um longo historial de vitórias, para as quais muito contribuíram as 13 vitórias alcançadas pela mão do ensaiador Carlos Mendonça, conhecido como “O Mourinho das Marchas”. Mendonça mudou-se em 2011 para o Alto do Pina, e venceu dois anos consecutivos (2011 e 2012), retirando-se depois da actividade

quarta-feira, junho 11, 2014

Junto à praia do Restelo



Encomendada por D. Manuel I, construída por Francisco de Arruda, entre 1514 e 1521, localizada na margem direita do Tejo, junto à praia do Restelo, com a sua torre quadrangular, o seu baluarte poligonal e a sua decoração Manuelina, a Torre de Belém é desde 1983 Património da Humanidade.
Pode e deve ser visitada entre as 10h00 e as 18h30. Encerra às segundas-feiras.

Foto Beco das Barrelas / D.R. 

terça-feira, junho 10, 2014

10 de Junho Dia de Camões

Número 139 da Calçada de Santana, Lisboa
Cá nesta Babilónia

Cá nesta Babilónia, donde mana
Matéria a quanto mal o mundo cria;
Cá, onde o puro Amor não tem valia,
Que a Mãe, que manda mais, tudo profana;

Cá, onde o mal se afina, o bem se dana,
E pode mais que a honra a tirania;
Cá, onde a errada e cega Monarquia
Cuida que um nome vão a Deus engana;

Cá, neste labirinto, onde a Nobreza,
O Valor e o Saber pedindo vão
Às portas da Cobiça e da Vileza;

Cá, neste escuro caos de confusão,
Cumprindo o curso estou da natureza.
Vê se me esquecerei de ti, Sião!
Luís Vaz de Camões, Sonetos

Foto Beco das Barrelas / D.R. 

terça-feira, junho 03, 2014

Do cotovelo da terra à pestana do mundo...

UM ACONTECIMENTO: 

33 anos após a estreia, a Companhia de Teatro A Barraca repôs a peça “Fernão Mentes?”, adaptação de Hélder Costa da “Peregrinação” de Fernão Mendes Pinto. Como então se dizia, “'Fernão Mendes Pinto somos nós'. Como agora ainda diz Hélder Costa, “Um pouco como nós todos, não é?”

Com uma nova montagem mas com o mesmo texto, baseado no monumento da literatura mundial que é a “Peregrinação”, “Fernão Mentes?” mantém a música original de José Afonso, Fausto Bordalo Dias e Orlando Costa que fez o grande espectáculo musical dos anos 80. Em cena mantêm-se dois dos actores do elenco de há 33 anos, Maria do Céu Guerra e João Maria Pinto.

espectáculo vai estar em cena no Teatro da Trindade, em Lisboa, de 19 a 29 de Junho, com horários às 21 e 30 e aos domingos às 18 horas, e depois n'A Barraca, em Santos. 


Grande Final: Quando às vezes ponho diante dos olhos...
Quando às vezes ponho diante dos olhos
A lusitana viagem medonha que eu dobrei
Os tormentos passados e os fados que chorei
Arde o corpo em oração entre pecado e perdão
Agonia o coração e arde o corpo
Do cotovelo da terra á pestana do mundo
Fui treze vezes cativo dezassete vendido


Mataram os mares milhares num gemido

Ai de mim sou missionário

Foge cafre já sou corsário
Marinheiro voluntário
Ai de mim...

(Fausto Bordalo Dias, Por este rio acima)

sexta-feira, maio 30, 2014

Mudos que falam, surdos que respondem

84ª edição da Feira do Livro de Lisboa
800 mil euros de investimento
250 pavilhões
537 editoras e chancelas
900 iniciativas
Um Banco dos Bens Doados, com livros, novos ou usados, para crianças 
30 espaços de restauração
Um ecrã gigante para seguir o Mundial de Futebol
Parque Eduardo VII
29 Maio a 15 de Junho, de segunda a quinta das 12h30 às 23h, às sextas até às 24h, sábados das 11h às 24h e domingos das 11h às 23h.

O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive.
Padre António Vieira 
O mundo está cheio de livros fantásticos que ninguém lê.
Umberto Eco
Não há livro tão mau que não tenha algo de bom.
 Dom Quixote

Ainda vale a pena comprar na Feira do Livro? 
Pergunta e responde o Jornal de Negócios. Leia aqui

sexta-feira, maio 16, 2014

Saem as sardinhas


Há uma sardinha em forma de quiosque (à esquerda), outra em forma de pasta de dentes (em baixo à direita). 
Sete sardinhas - seis apresentadas por portugueses e uma por um mexicano - venceram o concurso de criatividade lançado pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC).

Cerca de cinco mil participantes apresentaram sardinhas a concurso. O júri avaliou mais de 8000 propostas de sardinhas, este ano. A maioria são sardinhas portuguesas mas vieram sardinhas a concurso de Itália (301), Brasil (289), Grécia (215), Espanha (169) e até da China (13 sardinhas).
As sardinhas vencedoras vão andar por Lisboa no mês de Junho para promoção das Festas da Cidade.

Quanto às sardinhas propriamente ditas ainda há que esperar um pouco mais até que pinguem no pão. 

quinta-feira, maio 15, 2014

TOBIS or not TOBIS, eis a questão

De há uns anos para cá as políticas em Portugal acabam todas com o mesmo filme: privatiza-se. A Tobis Portuguesa, herdeira da Companhia Portuguesa de Filmes Sonoros Tobis Klangfilm, foi privatizada no Outono de 2011, adquirida por investidores angolanos por sete milhões de euros, a base de licitação pela qual foi posto à venda. E agora os antigos estúdios de cinema ali estão, na Quinta das Conchas, ao Lumiar, a produzir um filme mudo e parado no tempo.
A Tobis tinha 79 anos e enquanto houve cinema em Portugal – desde a Canção de Lisboa e do Pátio das Cantigas - foi ali que se fez. E assim foi até chegar ao poder uma casta política que acaba com tudo: a agricultura, as pescas, os transportes, o teatro, o cinema. É uma espécie de praga, pior que a dos escaravelhos das palmeiras ou os besouros dos pinheiros.

A Tobis foi fundada em 1932 e já neste século investiu fortemente em tecnologia para pós-produção de imagem e som. Poucos anos após esse investimento foi alienada pelo Estado.


E agora? Agora, vamos para intervalo. 


domingo, maio 04, 2014

MORAL E MURAIS DE ABRIL


Escrito a letras douradas sobre fundo preto, este mural da Calçada da Glória, da autoria do pintor Mais Menos, para a Galeria de Arte Urbana de Lisboa, regista a moral de Abril, 40 anos depois: letras douradas sobre fundo de luto. 
Quando e onde não há moral, nem todos comem. 

Fotografia de Francisco
Texto de João 

segunda-feira, abril 28, 2014

A ÚLTIMA CEIA: ELES COMEM TUDO


Nas cadeiras do poder, à mesa do Orçamento, profetas e discípulos da crise e da austeridade sem fim. 
A Liberdade defende-se, exercendo-a. 
A Última Ceia, pintura de Nomen para o Gabinete de Arte Urbana de Lisboa. 
Calçada da Glória, Abril de 2014. 
Foto de Francisco 
Texto de João

sábado, abril 26, 2014

LIBERATRIX


Na tua mão, sombrio cavaleiro,
Cavaleiro vestido de armas pretas,
Brilha uma espada feita de cometas,
Que rasga a escuridão como um luzeiro.

Caminhas no teu curso aventureiro,
Todo envolto na noite que projectas...
Só o gládio de luz com fulvas betas
Emerge do sinistro nevoeiro.




— «Se esta espada que empunho é coruscante,
(Responde o negro cavaleiro-andante)
É porque esta é a espada da Verdade.

Firo, mas salvo... Prostro e desbarato,
Mas consolo... Subverto, mas resgato...
E, sendo a Morte, sou a Liberdade.»

Mors Liberatrix, Antero de Quental 

Pintura de Tinta Crua para o Gabinete de Arte Urbana de Lisboa, Calçada do Carmo, 2014
Foto Francisco
 edição João 

sexta-feira, abril 25, 2014

A LIBERDADE GUIANDO O POVO


Da mulher das barricadas para Salgueiro Maia, capitão de Abril, dos «três dias gloriosos» do povo de Paris, em Julho de 1830, para o 25 de Abril 1974 em Portugal, de Paris para a Calçada da Glória, do Louvre para a arte urbana de Lisboa, de Eugène Delacroix 
para Carlos Farinha: LIBERDADE SEMPRE
Foto Francisco 
Texto João

sexta-feira, março 28, 2014

REAPARECEU A PLACA NO PRÉDIO QUE FOI SEDE DA PIDE
















FOI REPOSTA PELA CML, NO DIA 22 DE ABRIL PASSADO, A PLACA QUE RECORDA OS MORTOS DE HÁ 40 ANOS SOB AS BALAS DISPARADAS PELOS PIDES DA JANELA DA SEDE DA POLÍCIA POLÍTICA SOBRE A MULTIDÃO.
A PLACA É IDÊNTICA À QUE DESAPARECERA. ATÉ MANTÉM O ERRO NO NOME DE UMA DAS VÍTIMAS. SEGUNDO REPORTAGEM DE MIGUEL CARVALHO NA REVISTA VISÃO, O NOME JOSÉ GUILHERME REGO ARRUDA ESTÁ ERRADO: A VÍTIMA CHAMAVA-SE JOÃO ARRUDA, ERA ESTUDANTE DE FILOSOFIA, NATURAL SE 
S. MIGUEL, AÇORES.
 Desapareceu a placa colocada na sede da antiga PIDE, na Rua António Maria Cardoso, nº 22, em Lisboa, onde agora funciona um condomínio de luxo. 
A placa tem inscritos os nomes dos quatro portugueses assassinados pela PIDE no 25 de Abril e foi colocada como homenagem de um grupo de cidadãos às únicas vítimas de um crime de sangue no dia 25 de Abril de 1974. A PIDE - que não arriscou opor-se à Revolução dos Capitães - despediu-se como existiu, matando com cobardia. Graduados da PIDE/DGS dispararam da varanda do 1º andar do edifício sobre a multidão que se manifestava na rua.
A placa original foi colocada num muro em frente da antiga sede da PIDE, por iniciativa de um grupo de cidadãos, em 1980. Veio a desaparecer, tal como a actual, e quando foi reposta mudou para local mais discreto.