terça-feira, julho 21, 2015

A luz que Lisboa e só Lisboa tem

A luz de Lisboa vista de uma janela da exposição
A exposição “A Luz de Lisboa” – Museu de Lisboa / Torreão Poente / Praça do Comércio – é uma imensa fonte de conhecimento sobre uma realidade que os lisboetas conhecem à vista desarmada e é, simultaneamente, um prazer para os sentidos. E tem ainda a grande vantagem de associar a uma exposição, montada com todo o rigor da ciência, a possibilidade de ir cotejando cada conhecimento adquirido com o real: basta chegar a uma das muitas janelas do Torreão Poente e ver a luz, a luz de Lisboa potenciada por esse imenso espelho reflector que é o estuário do Tejo, ali mesmo à vista.
A luz de Lisboa tem sido cantada por poetas e outros escritores, reflectida por cineastas, fotógrafos e pintores. Está lá tudo, na exposição, assim como está a ciência que explica como e porquê tem esta cidade a luz que nenhuma outra tem. Porque tem mais horas que nenhuma outra de exposição ao sol, pela localização e morfologia da cidade - «Lisboa é a mão em concha», escreveu Baptista-Bastos e a frase está registada numa parede da exposição. A luz de Lisboa beneficia dos ventos, das colinas, do espelho do Tejo.
A luz de Lisboa num quadro de Carlos Botelho
O resultado é uma Cidade – Luz, com luz como nenhuma outra cidade. É vê-la nos quadros de Carlos Botelho, reflectida nos telhados, de Querubim Lapa, de Jorge Barradas; nas fotografias de Artur Pastor, de Sena da Silva; nos excertos de filmes de Fernando Lopes, de Wim Wenders, de João César Monteiro, de Alan Tanner, autor de “A Cidade Branca”, título que, na opinião de Baptista-Bastos, se devia a "engano daltónico" do realizador.
A exposição imperdível “A Luz de Lisboa” está no Museu de Lisboa / Torreão Poente da Praça do Comércio, até Dezembro – já a luz da cidade será outra, talvez a do “Inverno em Lisboa”, de Wenders.


A luz de Lisboa que amanhece
Considerada como o ícone imaterial da cidade por excelência, a mítica luz natural da capital portuguesa é agora celebrada na exposição «A Luz de Lisboa», concebida pelo Museu de Lisboa.
A exposição aborda não só questões científicas sobre as propriedades dessa luz, como permite a descoberta da presença e da influência da luz de Lisboa em manifestações da arte e da cultura visual do séc. XX/XXI.
«A Luz de Lisboa»  estará patente no Museu de Lisboa - Torreão Poente, Terreiro do Paço, até dia 20 de Dezembro.
A iniciativa tem como objectivo apresentar, pela primeira vez, uma exposição sobre o fenómeno mundialmente reconhecido da luz natural de Lisboa, luz considerada única e especial que continua a encantar todos os dias portugueses e estrangeiros, questionando a nível científico a especificidade da luz de Lisboa e ajudando a compreender as suas singularidades objectivas e subjectivas que concorrem para a tornar tão especial.
A exposição apresentará obras do acervo do Museu de Lisboa menos conhecidas do público e desafiará o visitante a olhar a cidade, tomando consciência da luz que a atravessa, como se de um voo de pássaro sobre Lisboa se tratasse. E porque a luz prateada dos reflexos do rio, a luz do nascer do dia ou do sol poente é sempre mágica, a cidade também tem vindo a ser palco de muitos filmes e cartazes publicitários, que vão surpreender o visitante no final desta exposição.

A luz de Lisboa que anoitece
Comissariada por Ana Eiró, professora de física e ex-directora do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, e por Acácio de Almeida, director de fotografia no cinema, a exposição «A Luz de Lisboa» conta ainda com a parceria do programa Imagens de Marca e com o envolvimento da Fundação EDP, do Museu Nacional de Arte Contemporânea, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, da Videoteca de Lisboa e do Cinema São Jorge, entre outras instituições.

«A Luz de Lisboa»
Até 20 de Dezembro de 2015
Horário
Até 25 de Outubro - 3ª a domingo: 10h - 20h
A partir de 27 de Outubro - 3ª a domingo: 10h - 18h
Entrada
Normal: 3 euros
Com desconto: 2 euros

Fotos Beco das Barrelas

Sem comentários:

Enviar um comentário