quarta-feira, setembro 26, 2012

Lisboa inspira, encanta e canta-se

Quando Cottinelli Telmo rodou A Canção de Lisboa o cinema era a preto e branco e as cantigas eram em mono. Agora Lisboa é quadrifónica. E a música, decididamente, é outra. E a cores.
E Lisboa amanhece com Sérgio Godinho - eventualmente cantando com Caetano Veloso: “E já tudo pode ser // Tudo aquilo que parece // Na Lisboa que amanhece”.
Camané olha A Luz da Cidade e pela letra de Manuela de Freitas “parece // que é de tarde que amanhece // Que em Lisboa é sempre dia”.
Mas não. Anoitece. E quanto anoitece jáNão está só a solidão”,
canta Jorge Palma.
 
Percorre-se o vasto reportório de música sobre Lisboa e lá de fora chegam canções românticas que nos comovem pelo amor que a cidade de Lisboa inspira. Charles Aznavour canta Lisbonne com uma ternura que quase faz esquecer que aquela voz, aos 83 anos, já não é a que foi. Enrique Bunbury y Revolver cantam um romance shakespeariano de um dia em Lisboa: a história de duas vidas que se encontraram e desencontram numa estação de comboio, de Madrid a Lisboa. Daquele amor ficou a luz de um farol, que poderia ser de Barcelona, Messina, Atenas, São Pertersburgo, do Mundo. Mas que é de Lisboa. Porque Lisboa reside no imaginário e no coração dos autores. Há algum paralelismo, formal e de conteúdo, entre as duas canções, porque Lisboa é comum.

Ouça a canção Faro de Lisboa, sinta Lisboa como os intérpretes a sentem.
Fotos do blogue Beco das Barrelas / Direitos reservados

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